28 de dezembro de 2015

Mais um ano se vai... A transitoriedade das coisas e o anseio pelo eterno.

21:56

              A maioria dos cristãos não tem muita disposição para meditar no livro de Eclesiastes, conhecemos alguns poucos versículos e nada mais. Isso talvez se deve ao tom deprimente com que boa parte da mensagem é apresentada, pois esse livro nos chama as realidades das quais nós preferimos não pensar, como a morte, por exemplo. Mas é verdade também que não estamos familiarizadas com o estilo da poesia oriental antiga e as características idiomáticas do livro dificultam a tradução tendo algumas palavras que apresentam pra nós apenas um aspecto do que os termos hebraicos significam em sua inteireza, é claro que isso não compromete a mensagem do livro, apenas exige de nós mais dedicação para entendermos a semântica das palavras no hebraico, ou seja, o que essas expressões significavam para os hebreus do tempo em que o livro foi escrito e não para nós ocidentais do século XXI. Uma dessas palavras é “hevel”, que perpassa todo o livro e na maioria das nossas traduções o termo equivalente é “vaidade”, mas literalmente significa “vapor”, como uma densa fumaça que se dissipa traz a ideia de brevidade de tempo, algo que não possui importância real. Embora na língua portuguesa possua ideia semelhante, pois a palavra vaidade provém do latim “vanitas” que expressa o sentido básico de “em vão”, o senso-comum limita o termo a preocupação estética.

14 de dezembro de 2015

A perseverança em ser fiel

16:45

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” 
(Apocalipse 2.10.)

O livro de Apocalipse é a “revelação de Jesus Cristo”, com o claro propósito de “manifestar aos seus servos as coisas que em breve há de acontecer”. Neste livro há sete cartas endereçadas às sete igrejas da Ásia Menor, tendo como desígnio exortar e elogiar e ainda contém advertências e promessas. O versículo supracitado é uma exortação seguida de promessa à igreja de Esmirna e deve ser para o cristão como princípio propulsor para uma vida piedosa e obediente à palavra de Deus.

7 de dezembro de 2015

Quando os sonhos se tornam ídolos

09:50


Um teólogo do século passado, chamado A. W. Pink, escreveu: “Aquilo em que um homem mais se deleita é o seu ‘deus’”1. Nós, cristãos protestantes, tendemos a pensar que idolatria se resume a adorar imagens de escultura e sendo assim, não temos com o que nos preocupar, já que não nos ajoelhamos diante de uma estátua de gesso. Mas a verdade é que não poderíamos estar mais enganados.