16 de novembro de 2015

O mais excelente de todos os dons é o amor


Um dos sentimentos mais prazerosos que o ser humano pode usufruir é o amor. Na literatura secular vemos a “profundidade” do amor do eu lírico/autor para com a sua amada, proporcionado de tal forma que, sem o qual, seria impossível a sua existência. O renomado autor cristão, C.S. Lewis, assevera que o mundo impõe para o homem um método romântico, que é uma espécie de Romeu apaixonado, submerso em murmurações, pois a vida não teria sentido sem o amor de sua Julieta. Entretanto, a luz das Sagradas Escrituras vemos que o verdadeiro amor vem de Deus, demonstrado no fato de que Ele “amou o mundo de tal maneira de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

      Nesse diapasão, o apóstolo Paulo escreve instruindo à igreja de Coríntio, visto que essa cidade estava assolada pela imoralidade e devassidão. O apóstolo entendeu que era necessário lembrá-los de que o mais excelente de todos os dons, e o que mais deve ser buscado é o amor, sem o qual os demais dons são inúteis. No capitulo 13 da primeira carta que Paulo escreveu aos cristãos dessa cidade, ele descreve o amor como sendo paciente, bondoso, que não se vangloria e não se orgulha, mas que tudo crê, tudo suporta e que tudo espera. Dessa maneira, nada conseguirá suprir o amor que só Deus tem condições de derramar sobre o coração daqueles que o buscam, guardando seus mandamentos e desejando incansavelmente ter comunhão com o Ele e com os irmãos (João 15.12-14).

Já na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo também os instrui sobre o amor. E no capítulo cinco ele traz uma analogia entre o amor que o marido deve ter pela sua esposa, com o amor sublime de Cristo que amou Seu povo a ponto de entregar Sua vida. Dessa forma é evidenciada a excelência do amor entre os cônjuges. Sendo assim, moças, não se contentem com alguém que não tenha o entendimento bíblico do que significa amar. Mas, que nós também, possamos buscar entender e viver esse amor sublime em todos os nossos relacionamentos, estando sempre em comunhão com Deus, vivendo de forma que o glorifique independente das circunstâncias e amando-O sobre todas as coisas, pois só podemos amar os outros de forma correta e santa, se primeiro amarmos a Deus acima de tudo o mais.

O amor ainda é evidenciado pelo apóstolo Pedro em sua primeira carta, pois ele afirma que é “preciso ter amor intenso uns para com os outros, pois o amor cobre uma multidão de pecados” (1 Pedro 4.8). Nessa passagem, nos é mostrado mais um aspecto do amor como um mandamento de Deus, pois é preciso amar nossos irmãos, porque juntos, orando e tendo comunhão com o Pai somos fortes para enfrentar as tribulações que esta vida nos traz, pois “o amigo ama em todo tempo, e na angústia nasce o irmão” (Provérbios 17.17).   

Por conseguinte, a Sagrada Escritura, está repleta de exemplos que nos mostram a excelência do amor, para com nossos irmãos, entre os cônjuges e o amor inexplicável e incondicional de Deus para com o Seu povo. E por mais que amemos nunca será da mesma maneira que Deus nos ama (João 3.16). Pois, apreciamos o amor de forma parcial, porém chegará o dia em que o Noivo virá e com Ele partiremos para a nossa morada eterna e gozaremos do mais sublime e puro amor. Por isso, amar é algo profundo, é um sentimento de felicidade intima e segura que vem de conhecer a Cristo.  Sendo assim, o amor, é o mais excelente dom de Deus.

Mysia Rebeca 

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